FILMES E DOCUMENTÁRIOS MUSICAIS IMPERDÍVEIS – #2
Paulinho da Costa: o carioca que colocou o samba no pop e acaba de virar lenda em Hollywood
Tem brasileiro que fez história lá fora sem a gente nem saber. E a história de Paulinho da Costa é dessas que merecem ser contadas e ouvidas.
No dia 13 de maio de 2026, o percussionista carioca se tornou o primeiro artista nascido no Brasil a ganhar uma estrela na Calçada da Fama de Hollywood . Visivelmente emocionado, ele se enrolou na bandeira do Brasil e celebrou mais de 50 anos de uma carreira que poucos no mundo podem igualar .

Quem é Paulinho da Costa?
Nascido em Irajá, na Zona Norte do Rio de Janeiro, em 1948, Paulinho começou batucando em mesas, garrafas e o que mais tivesse pela frente . O primeiro instrumento de verdade foi um pandeiro. Depois veio a ala jovem da bateria da Portela, as rodas de samba na Festa da Igreja da Penha e, mais tarde, os terreiros de candomblé .
Nos anos 1960, já tocava profissionalmente no Brasil. Até que uma oportunidade com Sérgio Mendes o levou para os Estados Unidos, onde ele se radicou .
O “molho” brasileiro que conquistou o mundo
Chegando em Los Angeles em 1973, Paulinho percebeu uma coisa: o mercado de percussionistas era dominado por cubanos e porto-riquenhos. Para se destacar, ele usou a única arma que ninguém mais tinha: suas raízes brasileiras .
E deu certo.
Em 1979, ele tocou em “Don’t Stop ‘Til You Get Enough”, o primeiro grande hit solo de Michael Jackson. Mas foi em 1982 que ele fez história: durante as gravações de “Thriller” — o álbum mais vendido de todos os tempos Paulinho decidiu incluir uma cuíca na introdução de “Wanna Be Startin’ Somethin'” .
Sim, o som que você ouve naquela faixa icônica é um instrumento africano que chegou ao Brasil com pessoas escravizadas e que virou símbolo do samba carioca .
Na mesma sessão, ele usou uma cabaça metálica e um agogô em “Billie Jean”. O resultado? O Rei do Pop, Michael Jackson, não economizava nos elogios: chamava Paulinho de “o maior percussionista de todos os tempos”.
Com quem mais ele tocou?
A lista é de assustar. Além de Michael Jackson e Madonna (para quem sugeriu o título de “La Isla Bonita” e ainda apareceu no clipe), Paulinho da Costa trabalhou com :
- Earth, Wind & Fire com direito a colheres em “Brazilian Rhyme” e campana em “Serpentine Fire”
- Elton John
- Stevie Wonder
- Quincy Jones
- Dizzy Gillespie
- Miles Davis
- Celine Dion
- Eric Clapton
- Rod Stewart
- Bob Dylan
Além disso, ele participou de trilhas sonoras de filmes que marcaram gerações: Os Embalos de Sábado à Noite, Dirty Dancing, Purple Rain, Jurassic Park e A Cor Púrpura .
O documentário na Netflix
A trajetória desse gigante virou o documentário “The Groove Under the Groove: Os Sons de Paulinho da Costa”, disponível na Netflix. Dirigido por Oscar Rodrigues Alves, o filme reúne depoimentos de estrelas como Quincy Jones e George Benson, e mostra o reencontro emocionante de Paulinho com a Portela em 2015 .
A estrela em Hollywood
A cerimônia de inauguração da estrela de Paulinho da Costa aconteceu na Vine Street, em Hollywood, no dia 13 de maio de 2026. Ele foi homenageado por Larry Dunn (tecladista do Earth, Wind & Fire) e Ray Parker Jr. (autor do hit “Ghostbusters”) .
“Hoje eu me sinto com uma grande emoção, um grande orgulho de ser o primeiro a oferecer essa dádiva para o nosso país”, declarou o percussionista, que completou 78 anos em 31 de maio
? CONVITE PARA A PLAYLIST NO SPOTIFY
Agora que você conhece a história desse gênio da percussão, que tal ouvir na prática o som que fez Paulinho da Costa ser considerado um dos músicos mais requisitados da história?
A gente preparou uma playlist especial com as faixas que levam a assinatura desse carioca que conquistou o mundo. É samba, é funk, é disco, é pop tudo com aquele groove único que só Paulinho consegue colocar.
Para ouvir, é simples:








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